PPR – Tudo o que precisas de saber

Plano Poupança Reforma – Tudo o que precisas de saber

Quando falo em Estratégia Financeira, defendo sempre que, depois de termos o Fundo de Emergência, o passo seguinte é começar a planear a reforma. E isto acontece idealmente desde o dia em que começamos a trabalhar, para que possamos preparar esta fase da vida com muito pouco esforço.

Quero desde já dizer que o PPR não é a única forma de planear um complemento de reforma, mas é um a hipótese interessante e muito procurada pelos portugueses, por isso, faz todo o sentido trazer essa hipótese para aqui e dedicar-lhe um artigo.

 

Vantagens de subscrever um PPR

Um dos lados positivos de escolher um PPR como forma de preparar a reforma, é que este pode funcionar como um segundo Fundo de Emergência. Porquê? Porque há situações de dificuldade financeira pelas quais podemos passar em que é possível resgatar a totalidade, ou parte do nosso PPR, sem termos que chegar à idade da reforma. Isto acontece, por exemplo, em casos de desemprego ou doença.

Assim sendo, quem acompanha o EM sabe que defendo sempre um Fundo de Emergência entre 6 a 12 meses, mas, para quem optar por um PPR como complemento da reforma, ter apenas 6 meses de Fundo de Emergência é o suficiente, já que o PPR é também ele uma salvaguarda para momento delicados em termos financeiros.

Outra das vantagens é o facto de haver uma dedução fiscal de 20% no IRS, o que em alguns casos significa que, se investires 100€ tens direito a um reembolso de mais 20€, ou se tiveres que pagar IRS, pagas menos 20€. Mas como disse isto não é regra, o Contas Poupança tem um simulador que te pode ajudar a perceber se podes ou não usufruir deste beneficio consoante os teus rendimentos, vou deixar AQUI.

 

Que tipos de PPR existem?
Seguro PPR

O que a grande maioria dos portugueses tem, muitas vezes por uma enorme pressão dos nossos gestores de conta. Têm sempre o capital que lá colocamos como garantido. Rendem em média entre 1% e 3% (em casos excepcionais, já um pouco fora da regra). 

Fundo PPR

Sem Capital garantido, ou seja, posso levantar menos do que poupei, caso as Bolsas nessa altura estejam em baixa. Rende geralmente cerca de 4 vezes mais do que os PPR Seguros já que o investimento é feito em alguns produtos do mercado financeiro o que envolve mais risco e potencialmente mais retorno. 

 

Onde posso subscrever um PPR?

O Seguro PPR é geralmente subscrito nos bancos ou seguradoras. Os Fundos PPR em bancos e sociedades gestoras de fundos.

 

Qual a melhor estratégia de investimento em PPR?

Como disse acima, é um facto que, na altura em que vamos levantar o PPR, se tivermos optado por um PPR Fundo, podemos ter um surpresa desagradável e retirar menos do que poupámos. Contudo, há uma estratégia que pode ajudar a ultrapassar esta questão e que passa por Investir num Fundo PPR até estarmos a cerca de 5/10 anos da reforma e, por essa altura, desenhar um plano de alteração para um PPR Seguro que iremos resgatar na altura da reforma, com um risco consideravelmente mais baixo.

 

Como posso procurar o melhor PPR para mim?

A DECO tem um simulador que pode ajudar a fazer esta escolha, contudo é importante referir que, este simulador, embora tenha um leque muito alargado de opções, ele não contempla produtos que eles consideram que não oferecem segurança financeira. Deixo o link para o simulador AQUI.

Para além da DECO há sempre a possibilidade de fazer uma pesquisa mais exaustiva e directamente na fonte. Ou seja, para saber quais são os PPR Seguros mais rentáveis na última semana, ou no último mês, a informação está toda no site da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, AQUI. E para os Fundo PPR a informação está no site da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património AQUI, na secção de notícias da página inicial.

 

E esta será uma boa altura para investir num PPR?

Sim, qualquer altura pode ser uma boa altura para investir num PPR, mas esta é uma fase especialmente interessante para quem esteja a pensar num Fundo PPR. Já que, como as bolsas estão em baixa, os investimentos feitos agora vão, potencialmente, ter um crescimento muito maior no futuro. Claro que isto é apenas uma previsão mas, tendo em conta que as crises são cíclicas essa é uma realidade muito provável, só não sabemos ao certo qual será a percentagem de crescimento.