Como planear Metas para um novo ano?

Com a chegada do Ano Novo são muitas as pessoas que aproveitam para fazer um balanço do que aconteceu nos últimos 365 dias e para definir linhas estratégicas para o futuro.
 
Eu sou daquelas que, todos os anos, faz duas lista para ler à meia noite (assim evito esquecimentos), uma para desejos, com sonhos que não estão directamente ao meu alcance e outra com resoluções, uma lista do que depende de mim e que quero realmente cumprir.
 
Estas duas listas têm sempre por base os desejos e resoluções do ano anterior e funcionam como uma espécie de continuação para a concretização de sonhos maiores.
 
Sei que é importante fazê-lo, sei que me ajuda a manter no caminho que quero seguir. Por isso, para o artigo de hoje, pensei numa lista com os pontos que utilizo para me organizar e preparar as minhas metas anuais.
 
Como planear Metas?
 
Em primeiro lugar, é muito importante sabermos onde queremos estar no futuro, qual é a nossa visão de vida ideal, mesmo que essa visão possa mudar, em alguns aspectos, ao longo dos anos. Depois basta dividir o percurso para a concretização em pequenos passos e nunca desistir.
 
É também importante ser realista, mas não conformada. Ou seja, escrever objectivos que sejam possíveis de concretizar, mas que sejam simultâneamente desafiadores, que nos façam sair diariamente da zona de conforto.
 
Eu, pessoalmente, gosto de fazer uma lista porque sei que, sempre que me apetece desistir, ou que considero algum objectivo demasiado complicado, posso ler o que me proponho fazer e o que já conquistei e esse exercício dá-me energia extra para alcançar novas metas.
 
Fazer uma avaliação periódica. Pode ser mensal, quinzenal, ou semanal, o importante é que vás avaliando a evolução e corrigindo o caminho.
 
Não te propores a concretizar uma vida num ano, mesmo que sejam objectivos mais acessíveis. Por mais simples que sejam as metas, é impossível fazer tudo num ano. As conquistas exigem esforço e envolvimento e é muito difícil uma dedicação a 100% quando temos que estar em vários projectos ao mesmo tempo.
 
Estar consciente que há coisas das quais temos que abdicar, pelo menos durante algum tempo, para conseguirmos concretizar outros objectivos primeiro.
 
Pensar enquanto família, mas pensar também individualmente. Nunca vamos ser felizes, nem ter uma família equilibrada, se nos anularmos enquanto pessoa. Quando constituímos uma família, os outros também dependem de nós e são afectadas pelos nossos desejos mas, se tomámos essa decisão de partilha, foi com a certeza de que, a longo prazo, queremos que essas pessoas façam parte dos nossos planos. Por isso, pensar no que quero para mim e no que quero enquanto membro da minha família são duas premissas fundamentais para criar a minha lista.
 
Por vezes é útil fazer uma lista paralela, aquela onde se encaixam os objectivos que só são possíveis de concretizar dentro de um período mais alargado. Dessa forma, na primeira lista (a anual) constam os passos necessários a realizar ao longo deste ano e, na segunda lista (de planeamento a longo prazo), está o fim do caminho, o que vais atingir com os pequenos, mas essenciais, passos anuais.
 
Dividir os grandes objectivos em pequenos projectos, desta forma temos uma noção de tempo que evita procrastinação em momentos chave. Esta divisão também ajuda quando um objectivo parece demasiado complexo ou trabalhoso, porque permite perceber que, fazendo pequenas coisas, estamos mais perto do resulta final, do que queremos para nós.
 
Atribuir datas a cada tarefa. Esta previsão temporal, que pode sempre ser ajustada, ajuda a não chegar ao fim do ano sem nenhum desejo concretizado. Alimentar a sensação de urgência é indispensável.
 
Dar margem a algumas falhas. Nem sempre o caminho é fácil e é importante saber reconhecer as nossas limitações. Podemos falha? Podemos, e, nesse caso, é bom ter um plano B.
 
Dividir a vida em áreas. É crucial não misturar sectores e evidenciar metas para as várias vertentes da vida, metas de saúde, metas em família, metas profissionais, metas pessoais e por aí em diante. Depois basta perceber qual o maior desejo em cada uma delas e começar a desenhar o percurso.
 
E tu? Gostas de planear as tuas metas anuais? Como o costumas fazer?