Pai Rico, Pai Pobre – Resumo

Sharon e o marido sempre seguiram os conselhos dos pais e têm bons trabalhos, ganham bem, tem uma vida financeira confortável, mas reparam que as dívidas crescem na mesma proporção que os seus recebimentos aumentam, pelo que começam a questionar a forma como estão a educar-se financeiramente bem como aos seus filhos e decidem procurar alternativas.

Nesta procura Sharon conhece o trabalho de Robert Kiyosaki, que desenvolveu um produto educacional, um jogo, para desenvolver a instrução financeira de jovens e também adultos. Tal produto é um jogo de tabuleiro, com duas pistas, uma interna e outra externa, sendo o objetivo do jogo sair da pista interna, chamada de “Corrida de Ratos” e alcançar a pista externa, chamada “Pista de Alta Velocidade”

Após testada e aprovada a importância do jogo, Sharon decide ajudar Robert a promover os seus conhecimentos, escrevendo em parceria com ele este livro

Capítulo 1

O autor tem dois pais, um biológico que é o pai pobre e um pai rico que é o pai do seu melhor amigo e do qual ele decide receber os conselhos no que respeita a dinheiro

A primeira diferença que o autor repara e entre um e outro é que o pai pobre o ensina a lutar pela vida da forma mais comum: estudar muito, trabalhar muito e evoluir profissionalmente num trabalho seguro ganhando cada vez mais. O pai rico ensina sobretudo que se deve perceber a forma como o dinheiro funciona para que um dia se possa atingir a riqueza.

É aqui que surge a primeira aprendizagem do livro, a ideia de Preguiça Mental. Às vezes o facto de termos muitos estudos, não significa que depois tenhamos a capacidade de pensar o dinheiro. A grande maioria das pessoas tem preguiça mental para pensar o dinheiro e é isso que as impede de enriquecer.

Desenvolver um mindset vencedor e educar-se financeiramente leva tempo e requer paciência e disponibilidade para aprender

Capítulo 2

Lição 1

“Os pobres e a classe media trabalham por dinheiro,

Os ricos fazem o dinheiro trabalhar para eles”

Depois de serem ignorados e até maltratados pelos miúdos da escola, Mike e Robert decidem constituir uma sociedade para fazer dinheiro, começando por ilegalmente fazer moedas, para enriquecerem, trabalho que acabou assim que começou (por motivos óbvios) e decidiram procurar ajuda do pai do Mike, incentivados pelo pai biológico de Robert.

O pai de Mike dá lhes um trabalho em que o dinheiro é insuficiente para as suas despesas e eles rapidamente se revoltam e o pai de Mike ensina a primeira lição.

Alternativas para quem acredita que o salário não é suficiente

Reclamar e procurar outro emprego

Acomodar-se e aceitar a situação

Procurar uma forma de fazer o dinheiro trabalhar para si

O pai do Mike explica que as pessoas geralmente escolhem a primeira e segunda opções porque tem dois sentimentos que lhes toldam o pensamento, o medo e a ambição. As emoções controlam a decisão e dá lugar à necessidade de uma segurança que é apenas ilusória. Sobressai o medo de não ter dinheiro para pagar as dívidas que se acumulam e que são cada vez maiores quanto mais se ganha. Quanto mais dinheiro, mais consumo e mais escravidão.

O pai de Mike sugere uma alternativa para o baixo ordenado que recebem: trabalhem de graça e dessa forma adquirem disponibilidade mental para pensarem em formas de fazer dinheiro e isso acaba por acontecer com a primeira grande ideia de negócio, uma espécie de biblioteca, que dura apenas uns meses mas que se torna muito rentável.

Capítulo 3

Lição 2

Para quê alfabetização financeira?

Nesta parte da obra o autor mostra a história de várias pessoas que já foram muito ricas e morreram na miséria, comprovando a tese de que o dinheiro pelo dinheiro não garante estabilidade financeira, o que a garante é a inteligência financeira, a alfabetização.

A partir desse ponto, Robert começa a mostrar como pai rico ensinou a dois jovens sobre finanças. De modo fácil e simples ele resume uma das maiores lições de seu mentor, dizendo:

“Tens que conhecer a diferença entre um ativo e um passivo e comprar ativos. Se ambicionas ser rico, isso é tudo que precisas de saber”.

As pessoas pobres e se classe média adquirem obrigações (passivo) e estão convicta de que estes são ativos. Vejamos o que pertence a cada classe.

Passivos

Carro

Casa própria paga e crédito

Cartão de crédito

Créditos ao consumo

Ativos

Ações

ETF

Fundos de investimento

Imóveis

Propriedade intelectual

Negócio próprio

Ativos = geram renda

Passivos = geram despesa

Razões pelas quais casa própria não é um ativo:

Em geral, trata-se de um bem que nunca é efetivamente teu, uma vez que a cada novo financiamento de 30 anos (tendo em consideração que o proprietário troca de casa ao longo da vida), adquire-se uma nova dívida.

Os impostos e despesas são uma forma de clara de percebermos que este passivo gera despesa e não receita

O valor de um imóvel nem sempre aumenta e, muitas vezes, o valor final pago ao longo do financiamento pode não ser recuperado quando se faz a venda.

O capital que temos investido no imóvel faz-nos perder outras oportunidades de investimento

Ao comprarmos uma casa estamos a prejudicar o nossos desenvolvimento em termos de investimentos por três motivos:

Perder tempo de investimento a longo prazo, poderíamos ter começado mais cedo

Perder o dinheiro adicional que gastamos com o imóvel (impostos e manutenção) e que também poderíamos estar a investir

Perda de aprendizagem, para aprender a investir é preciso investir e não o estamos a fazer, estamos apenas a ler a teoria

No final do capítulo, Robert explica que para sair da “corrida dos ratos” é necessário investir cada vez mais em ativos, até que a renda deles não só cubra suas despesas, mas seja possível reinvesti-la em outros ativos, aumentando a riqueza. Nesse ponto de independência financeira, não precisamos mais do salário e pode viver-se sem ele, esse é o conceito de ser rico para o autor.

Capítulo 4

Lição 3

Cuida do teu negócio

Novamente o diagrama dos ativos e dos passivos e a explicação mais detalhada de quem nos ajudamos a enriquecer quando estamos na “corrida de ratos”.

Ordenado = enriquece o dono do negócio

Impostos = enriquecem o governo

Passivo = enriquecem os bancos sob a forma de juro

Ativos = único dinheiro que trabalha para nós

Importância de termos uma coluna de ativos sólidos = a cuidar dos ‘nosso negócio’

Despois o autor explica que existe uma grande diferença entre negócio e emprego, ou profissão.

Profissão = emprego

Negócio = o que gera renda sem que estejas a trabalhar diretamente nele

Robert adverte que não é preciso deixares a tua profissão para teres o teu negócio.

O mais importante é diminuir passivos e despesas, de modo a proporcionar a compra dos teus ativos e dessa forma dar o início de teu negócio.

Ressalta ainda que é de suma importância desenvolver negócios de acordo com o que se gosta, atividades que tragam prazer e satisfação. Robert, optou por imóveis, já que gosta dessa área e se sente satisfeito em negociá-los e alugá-los.

Uma das partilhas que mais evidência esta diferença entre negócio e emprego é o exemplo da McDonald’s.

O negócio da MacDonald’s é imobiliário e não hambúrgueres

Por fim e para quem ainda não percebeu como é que as pessoas ricas compram os seus artigos de luxo, o autor explica que estes devem ser comprados com o retorno dos ativos, promovendo a satisfação pessoal pela dedicação ao negócio.

Capítulo 5

Lição 4

A história dos Impostos e das sociedades anónimas

O autor partilha a história dos impostos e como eles acabaram por beneficiar os ricos que têm mais conhecimento de negócios e sabem como contornar impostos para ter o máximo retorno. Fala também sobre as sociedades anónimas como forma de minimizar impostos e colocar custos nas empresa que na verdade são custos pessoais para receber, gastar e depois pagar impostos sobre o restante, versus o que o comum mortal faz que é receber, pagar impostos e depois gastar o que resta.

Num segundo ponto fala sobre o QI Financeiro, dividido em 4 áreas

Contabilidade

Investimento

Conhecimento de mercado

Lei

Detalhando que:

Ao conhecer a Contabilidade, pode-se entender a situação de uma empresa e analisar de forma clara se é um bom ou mau investimento, além de seus pontos fortes e fracos

Investimento, por outro lado, é, para o autor, a ciência do dinheiro que faz dinheiro

Entendimento dos mercados representa a necessidade de conhecer os aspetos técnicos dos mercados e os fundamentos de investimento

A Lei mostra a importância de conhecer a legislação e se beneficiar dela, através de: vantagens tributárias e proteção dos ativos em processos judiciais: “os ricos controlam tudo, mas não possuem nada”.

Capítulo 6

Lição 5

Os ricos inventam dinheiro

Reforço da importância do QI financeiro

Riqueza = Educação que nos dá mais informação e mais opções pela forma como gerimos a informação

O autor conta várias histórias da sua vida para nos inspirar a querer ter mais informação financeira. E conta também a história de uma mulher que jogou o seu jogo o Cahsflow, numa fase financeiramente complicada da sua vida e que se revoltou com o jogo desprezando-o quando na realidade o jogo apenas lhe dava a perspetiva de como ela geria a sua vida financeira. Ou seja, o jogo dá uma resposta individual a cada pessoa.

Ideia de que é necessário aprender a reconhecer e aproveitar oportunidades, algo que podemos aprimorar com a alfabetização financeira. É importante encontrar várias soluções financeiras para cada problema com que nos deparamos.

Inventar dinheiro para o autor é começar com quase nada e conseguir fazer muito dinheiro como o próprio fez com o negócio imobiliário, em que comprava e vendia quase de imediato, precisando de muito pouco dinheiro para fazer as transações.

Por fim o autor define que existem apenas 2 tipos de investidores:

os que procura investimentos seguros

os que procura uma carteira de investimentos que traga muito mais lucros

O segundo tipo para além de dever cultivar o QI financeiro também deve desenvolver outras 3 características: encontrar oportunidades que mais ninguém viu, conseguir dinheiro de outras formas que não apenas através dos bancos e organizar pessoas espertas que trabalham para ele.

Frase a reter: ‘o conhecimento é a maior riqueza de um investidor e seu maior risco é não tê-lo.’

Capítulo 7

Lição 6

Trabalha para aprender, não pelo dinheiro

Robert começa com a ideia de que talento não é suficiente para ser bem-sucedido. Ser bom em apenas uma áreas e especialização pode levar uma pessoa brilhante ao fracasso.

O autor conta que passou por várias experiências profissionais no início da sua vida ativa para conseguir desenvolver competências que lhe permitiram ter mais frutos.

Devemos escolher as habilidades importantes a desenvolver e depois escolher trabalhos que permitam desenvolver essas habilidades, mesmo que isso não signifique uma vantagem financeira.

Aborda ainda a importância da autoanalise para corrigir o percurso de vida não deixando a vida apenas acontecer, sem qualquer plano.

O autor volta a fala do medo que caracteriza a sociedade e que leva à especialização para que exista segurança, mas isso só limita as nossas hipóteses de escolha. Dá ainda como exemplo o seu pai pobre que se viu perdido quando foi demitido do estado.

Habilidades administrativas necessárias para quem quer ser bem-sucedido

Gestão do fluxo de caixa.

Gestão de sistemas (incluindo você e o tempo dedicado à família).

Gestão de pessoal.

As habilidades de especialização indispensáveis ao sucesso

Vendas

Marketing

Comunicação (tanto na vida pessoal como profissional)

Capítulo 8

Como superar obstáculos

5 fatores que podem atrapalhar os objetivos financeiros

Medo

Ceticismo

Preguiça

Maus hábitos

Arrogância

 

Medo

A grande armadilha da corrida de ratos e a falsa segurança da especialização e do trabalho por conta de outrem como forma de se obter rendimentos certos e contínuos.

O autor passa uma ideia importante de que não há rico que nunca perdeu dinheiro e ninguém gosta de perder dinheiro, mas o que realmente conta é a postura diante da perda. Quem transforma a perda em motivação para ganhar é um vencedor, quem a transforma em razão para desistir é um fracassado.

Ceticismo

A soma de medo, pessimismo e dúvida, que paralisam o investidor e o impedem de analisar as oportunidades.

Robert conta a história do amigo que se lamuriava pela subida constante do preço do combustível enquanto Robert investia em empresas petrolíferas, mostrando como há diferentes formas de ver o mesmo problema.

Preguiça

A preguiça disfarçada de ocupação e como forma para desculpar o medo de não fazer nada.

Em vez de fechar as portas com um simples: “não posso comprar”, “não é possível atingir”, “nunca terei isto”, “nunca serei aquilo”, que é um erro que estimula a preguiça mental, devemos pensar “como posso fazer para conseguir tal coisa?”.

Maus hábitos

Cultivar bons hábitos partilhados pelos ricos como por exemplo pagar-se a si em primeiro lugar.

Arrogância

A arrogância, por sua vez, é ego mais ignorância

Ter instrução é importante tanto para não ser arrogante, como para descobrir quando os outros o estão a ser.

 

Capítulo 9

Em ação

Colocar tudo em prática com 10 passos que se resumem em 3 pontos

Como colocar as ideias do livro em prática

Como começar a enriquecer

Como ter independência financeira

 

Razão: ter motivos fortes e claros

Escolha: escolher o que fazer com o teu tempo e dinheiro. Todos temos o poder da escolha e devemos escolher investir na nossa mente e na nossa instrução.

Amigos: ter amigos que partilham da mesma visão e os que não partilham apenas não dar ouvidos aos seus conselhos.

Aprender rápido: Ser rápido na aprendizagem como um fator diferenciador já que o mundo está em rápida evolução e mudança.

Paga-te a ti primeiro: Pagarmo-nos a nós em primeiro lugar investindo em ativos e trabalhando a autodisciplina. Usar a pressão para inspirar o desenvolvimento financeiro através de novas ideias de investimento.

Pagar bem aos nossos assessores: para ter os melhores profissionais a trabalhar para nós é necessário remunerá-los bem e de acordo com aquilo que também ganhamos.

Ser um “doador índio”: quando oferecemos alguma coisa em troca de nada.

Usar ativos para comprar supérfluos: comprar bens supérfluos com os rendimentos provenientes dos investimentos, deixando que o teu dinheiro trabalhe para pagá-los e não tu.

Imita os teus heróis: os Heróis podem fazer mais do que apenas inspirar, eles mostram que é possível fazer.

Ensinar e receber: a ideia de doar para posteriormente recebermos em dobro ou triplo aquilo que partilhamos. Por isso, se queres saber mais sobre dinheiro, ensina a alguém primeiro.

 

Capítulo 10

Ainda queres mais?

No último capítulo o autor reforça a ideia de que apenas pessoas com pouca sofisticação financeira acham que é preciso ter muito dinheiro para ganhar muito dinheiro.

O dinheiro é apenas uma ideia, se queres mais dinheiro, precisas apenas de mudar tua forma de pensar.

Dica prática: Começa cedo. Compra um livro. Vê vídeos. Pratica. Começa em pequena escala.

Uma mensagem final:

“Incentivo-te a aprender porque não é assim tão difícil. De fato até é fácil, só precisas de encontrar a forma de o fazer.”

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