Geração Slasher – a polivalência que pode mudar a tua vida

Este termo que surgiu pela primeira vez em 2007 num artigo do The New York Times, mas foi popularizado pela geração millennial chinesa e reflete uma nova identidade profissional em que os jovens encaram o trabalho com polivalência, trabalhando ao mesmo tempo em áreas distintas.

Acredito que neste momento te estejas a perguntar porque trouxe este artigo hoje para o blog e vou dar-te dois motivos.

Primeiro porque é assim que me sinto, como boa millennial, ou seja, hoje trabalho em duas áreas completamente diferentes, em três trabalhos distintos e não é por necessidade, mas sim porque é o que me dá tranquilidade e me entusiasma enquanto tiver que trabalhar e só descobri isso recentemente. Para além disso, já trabalhei nas mais diversas áreas e empresas e, se antes achava que isso me limitava em termos de carreira, hoje sinto que é isso que me dá mais liberdade, mais diversidade e me torna completa. Ainda dentro deste ponto queria acrescentar que tenho a convicção de que ainda vou trabalhar em mais algumas áreas que são do meu interesse e não tenho qualquer problema com isso e com o facto de começar de novo as vezes que forem precisas.

Segundo, trago este tema porque sinto que, nós portugueses, ainda estamos demasiado presos ao passado em termos profissionais e essa condição limita-nos, até mesmo na forma de pensar e de encarar desafios, como se verificou em tempos de pandemia.

Ser slasher não significa que trabalhas 20 horas por dia, muito longe disso, significa sim que geres a tua carreira enquanto freelancer estejas ou não a contrato, trabalhes para ti ou para outros, baseada essencialmente em resultados e não em número de horas trabalhadas. Assim sendo, as tuas oito horas de trabalho diárias podem servir para trabalhares por conta de outrem ou para trabalhares na tua empresa, ou ainda aceitares alguns trabalhos pontuais, que podem ou não ser especializados, sendo que tudo passa por uma boa gestão de tempo e prioridades.

O mais interessante desta forma de encarar a realidade profissional é que quando uma atividade está em declínio, ou foi afetada por condicionantes externos, podes dedicar-te a outra ou outras atividades que tenhas sem perderes parte dos teus rendimentos. Mas, mais do que isso, pensares desta forma permite-te, mesmo que um dia nada do que faças dê certo, ter discernimento para te focares na solução e procurares algo que te traga retorno mesmo que tenhas que começar de novo.

Partilho muitas vezes que o conhecimento e a forma como encaramos o dinheiro é o que define o nosso sucesso financeiro e evidencio sempre que muitos homens e mulheres de sucesso já perderam tudo e voltaram a recuperar porque o seu mindset está programado para abundância e não para escassez e, com esta nova forma de vermos o trabalho, estamos, sem dúvida, a garantir o nosso futuro financeiro num mundo em constante mudança.

Assim, da próxima vez que te perguntarem: qual é o trabalho dos teus sonhos? Ou onde te imaginas profissionalmente daqui a 10 anos? Não te sintas mal por não conseguires mencionar apenas uma atividade, ou porque os teus planos profissionais a 10 anos passam por te desenvolveres em 2, 3, ou 4 áreas pelas quais és apaixonada. Não te sintas mal por teres um trabalho que paga as tuas contas e ao mesmo tempo começares a desenvolver atividades que te preenchem enquanto pessoa porque essa é a nova realidade.