Como escolher um negócio próprio

Muito motivada pelo livro que estou a ler no momento ESTE e por toda a envolvente de mercado que parece apelar cada vez mais ao empreendedorismo e lançamento de novos e pequenos negócios, que deem resposta a necessidades muito especificas, apetece-me cada vez mais falar sobre empreendedorismo. Empreendedorismo feminino, como não podia deixar de ser.

Por isso, neste momento, já temos uma área especifica que se chama ‘Empreendedorismo’, nas categorias aqui do blog, e este vai tornar-se um tema cada vez mais presente.

Hoje quero desmistificar algumas questões relacionadas com o negócio próprio para os quais o livro me deixou alerta. Ideias como ‘não dês o peixe, mas ensina a pescar’, ou ‘transforma o teu hobby num negócio’ estão demasiado romantizadas e podem levar-te a cometer grandes erros na hora de escolheres o teu negócio. Por isso, fica comigo ate ao fim desse artigo e eu vou explicar-te, de forma realista, como deves pensar no teu negócio próprio.

 

Como escolher um negócio próprio em 10 passos

 

Faz uma lista dos teus interesses

E percebe o que eras capaz de fase pelo menos 40 horas por semana sem te fartares. Só isso, muito simples, só vai complicar a partir de agora.

 

Lembra-te que o que teu hobby te vai trazer tarefas administrativas

Sim, seria interessante manteres o teu hobby se ele te exigisse muitas tarefas administrativas das quais não gostas tanto? Tens como contornar essa situação? Pois é, se a resposta é não, pode ser que querias apenas manter o teu hobby como isso mesmo, um hobby e talvez possas aproveitar outras competências para desenvolver outro negócio próprio.

Quanto queres investir em termos de tempo no teu negócio

Há muitas formas de venderes os teus produtos ou serviços. E começa exatamente por esta distinção, queres ter um produto ou um serviço? Mas depois disso ainda tens muito em que pensar. Quando fizeres uma venda o processo está concluído, por exemplo, como quando vendes um livro, ou um curso previamente gravado? Ou será que vai exigir trabalho depois da venda, como quando vendes uma mentoria, um acompanhamento, ou um serviço personalizado? Vais ser paga por clientes, ou vai ser paga por patrocinadores e o que entregas é conhecimento gratuito para os teus clientes? Tudo isto parecem questões de pouco valor, mas são indispensáveis para definires e estruturares o teu negócio.

 

Possibilidade de gerar receita é limitada ou ilimitada

Este é sempre um conceito que gera algumas dúvidas, mas pode fazer toda a diferença. O teu produto é vendido apenas uma vez a cada cliente (por exemplo um vestido de noiva), ou o cliente vai voltar a comprar? Isto vai fazer a distinção entre fidelizar clientes, ou estar constantemente à procura de novas pessoas para apresentares a tua marca.

Por outro lado, é importante pensar em termos de receita limitada ou ilimitada. Supõe que vendes algo muito específico para um público muito específico, isso vai limitar as tuas receitas àquele público, ou àquele produto e acredita que podemos ter um país muito pequeno para determinados nichos. Por outro lado, se venderes algo demasiado abrangente a um público demasiado vasto, podes não conseguir dar resposta aos teus clientes e o negócio será na mesma um fracasso.

 

Já alguém te pediu ajuda para fazeres o que queres vender?

Sim, parece uma pergunta sem relevância, mas se nunca ninguém te pediu ajuda para fazeres gratuitamente algo que queres vender, será que há alguém disposto a pagar por isso?

 

Empresas concorrentes

Eu pessoalmente adoro concorrência, acho que podemos aprender muito com ela e são um motor que não nos deixa nunca baixar os braços, o que nos faz estar em constante evolução. Como sinto que cada um tem o seu espaço e as suas características diferenciadoras, acho que faz muito sentido não sermos únicos, o que não significa que nãos sejamos líderes, ou pioneiros.

Posto isto, se já houver algo semelhante ao que tu queres fazer, mesmo que não seja em Portugal, esse pode ser um bom indicador de que há alguém disposto a pagar pelo que tu tens para oferecer. Pensa nisso como uma força e não como uma fraqueza.

 

Avalia-te

Pois é! És o tipo de pessoa que trabalha melhor sozinha, ou em grupo? Preferes ambiente de escritório, ou trabalhar em casa, ou numa esplanada? E por aí em diante. Estas questões são fundamentais para perceberes se o teu negócio vai ter sucesso ou não. Imagina que as tuas ideias só surgem após um brainstorming com colegas e o teu negócio próprio exige que trabalhes sozinha. Como é que vais ter ideias para manteres o teu negócio saudável?

 

Vende uma emoção e não um conceito

Não vendas um sling para bebé, vende a possibilidade de a mãe estar conectada com o seu bebé de forma confortável para ambos. Consegues associar uma emoção ao que estás a vender? Vou dar-te um exemplo, aqui no EM a minha preocupação é oferecer-te liberdade financeira. Mas o que eu vendo são Mapas que te ajudam a organiza e mentorias para ta guiar, mas isso não te interessa, o que interessa é o que vais sentir quando, como eu, atingires a tua liberdade financeira.

 

Aposta no benefício e não no método

No livro que mencionei momento ESTE há uma história fantástica que muito resumidamente diz que quando tu vais a um restaurante na sexta-feira à noite, depois de uma semana intensa de trabalho, o que tu queres é relaxar, confirmas? Ou seja, se quisesses cozinhar, ficarias em casa. Mas, e se o chefe te convidasse para cozinhares com ele o teu prato no momento em que estás à espera e a partilhar um copo de vinho com a tua companhia? Irias odiar, certo? Então, tu não queres que te ensinem a pescar, tu queres o peixe no teu prato e já sem espinhas. E é esta capacidade de análise que deves ter em relação ao teu negócio.

Outro exemplo. Quando decides contratar um PT não o fazes porque ele te vai chatear para fazeres 50 agachamentos, 30 flexões, 50 minutos de corrida, contratas porque ele te disse que te iria ajudar a concretizar o teu objetivo. Pensa nisso, o teu cliente não compra o método, ele compra o benefício. Tens um resultado final para entregar?

 

Faz um plano antes de dares qualquer passo

E neste plano inclui-se, não só tudo o que falámos até aqui, mas também um planeamento das tuas finanças para perceberes como te vais organizar para dar este passo. De quando precisas para começar o teu negócio? Ao fim de quanto tempo vais ter retorno? Como te vais financiar até teres retorno? TODAS estas perguntas e muitas outras são CRUCIAIS para o sucesso do teu projeto.

Tens tudo isto para oferecer? Então está na hora de pôr mãos à obra e criares o teu negócio. Para começar, estuda qual será a melhor opção para ti enquanto freelancer: abrir empresa, ou recibos verdes?